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Controle Tecnológico de uma Camada de Solo Compactada

Conforme indicado em postagens anteriores, é importante que o resultado final da compactação de uma camada de solo seja satisfatório.

Para constatar a eficiência dos serviços, é necessário a obtenção de parâmetros do solo compactado e comparar os mesmos com os dados obtidos nos estudos de laboratório.

Esses parâmetros são obtidos através de ensaios in loco utilizando o frasco de areia para determinação da massa específica aparente seca e utilizando a garrafa Speedy para determinar a umidade.

Então, após o término da compactação de uma camada, deve ser realizado o controle tecnológico “in-loco” para checagem da qualidade da mesma. Se o resultado do controle for satisfatório, então a camada pode ser liberada, caso contrário a camada deve ser aberta e reexecutada de acordo com o fluxo mostrado na figura 1.

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Figura 1 – Fluxo para a liberação de uma camada de solo compactada

 

Os parâmetros de referência para comparação com os dados obtidos em campo são resultantes do ensaio de compactação em laboratório, do qual resulta a massa específica aparente seca máxima e a umidade ótima.

Esse ensaio pode ser realizado através de camadas compactadas em um cilindro metálico golpeadas por um soquete padrão. O número de golpes aplicados as camadas são variáveis de acordo com as energias normatizadas, sendo:

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Figura 2 – Energias de compactação normatizadas

 

Ao final do ensaio, o laboratarista plota os resultados de massa específica aparente seca com sua respectiva umidade obtidos em um gráfico, conforme mostrado na figura 3.

 

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Figura 3 – Curva de compactação

O ponto onde a curva muda de direção indica os parâmetros ideais de compactação para o material estudado na energia de compactação aplicada.

Conforme dito anteriormente, em campo, esses mesmos parâmetros são obtidos através de 2 ensaios distintos: o método do frasco de areia e a utilização da garrafa Speedy.

 

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Figura 4 – Método do frasco de areia e garrafa speedy

 

O método do frasco de areia determina a massa específica aparente seca do material retirado da camada compactada enquanto o Speedy determina a umidade do mesmo.

Conforme mostrado na figura 5, o laboratorista faz um furo na camada compactada e retira material da mesma. Esse material é pesado. Em seguida o frasco é posicionado sobre o furo e uma areia com densidade conhecida preenche o mesmo. Ao considerar a densidade da areia e o peso da quantidade que preenche o furo, o laboratarista determina o volume desse furo.

 

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Figura 5 – Execução do ensaio utilizando o frasco de areia

Dividindo a massa de material retirada inicialmente do furo pelo volume do mesmo, o resultado é a massa específica aparente seca máxima. Esse parâmetro dividido pelo obtido em laboratório fornece o Grau de Compactação.

A umidade obtida pela garrafa speedy deve estar o mais próximo possível daquela obtida em laboratório.

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Figura 6 – Determinação da umidade através da garrafa speedy

Se tanto o grau de compactação quanto a umidade forem satisfatórias, então a camada compactada deve ser liberada. Caso contrário, a camada deve ser aberta e reexecutada. O fluxo mostrado na figura 7 ilustra todo o fluxo.

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Figura 7 – Fluxo do controle tecnológico de uma camada de solo compactada

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Sobre Ricardo Venescau

Engenheiro Civil, mestre e doutorando em Engenharia de Transportes. Apaixonado por Engenharia Rodoviária

2 Comentários

  1. Ótimo trabalho!
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